domingo, 29 de março de 2009

O jogo

O jogo

Arrasto-me pelo chão
Lambuzo-me na sujeira
Excito-me pelo cheiro
Do suco melado
Que sai de sua virilha
Tic

Suas pernas abertas
Velhas conhecidas minhas
Seus mamilos endurecidos
Dão-me boas vindas
Mas não reconheço seus olhos
Tic

Retiro a vestimenta de couro
Inebrio-me com meus odores
Minhas mãos abrem caminho
E invado seu templo puro
Com arremetidas animalescas
Tic

Seus membros sangram
Atados às correntes
Contorcendo-se de dor
Sufocando seus gritos de pavor
Na boca cheia de meus dedos
Tic

Rasgo seus seios com meus dentes
Risco suas nádegas com minhas unhas
Lambo seu rosto choroso
E inundo seu interior
Com meu leite profano
Tic

Você me ajudou a me esquecer
Do quão podre e vil sou
Mas no jogo da roleta de hoje
Foi sua vez de perder
Querida não-voluntária anônima
Bang

domingo, 15 de março de 2009

Inveja

Inveja

Me olho no espelho. A raiva contorce meu rosto envelhecido de vinte e quatro anos. Minhas feições são sérias, mas belas. Meus olhos cheios de ódio são extremamente sensuais e assustadores. Meu corpo firme reflete minha nudez física e espiritual. É chegada minha hora. Subo na cama. Suas mãos e pés atados à cama. Pílulas lhe deixam letárgico e teso. Você me pergunta por que faço isso. Eu lhe masturbo com raiva e desejo. Você luta contra seu corpo semi-adormecido para se livrar das amarras. Implora para parar com esta brincadeira sem graça. Eu lhe chupo com volúpia e insiro dois dedos no seu ânus. Você chora ao ser violentado. Eu gemo ao cavalgar seu pênis e arranhar seu peito até sangrar. Minhas costas sobem e descem enquanto seguro sua cabeça para olhar dentro de seus olhos durante todo o processo. Gozamos. Você, em convulsões de prazer e arrependimento e frustração e humilhação. Eu, em satisfação. Me levanto após estapear e cuspir no seu rosto. Verifico se a câmera registrou tudo. Acho que a vaca da sua namorada vai adorar esta singela filmagem. Você não me quis. Preferiu aquela vadia. E eu tive que assistir a toda essa felicidade sem poder dizer nada. Não é justo que apenas eu sofra. Agora, estou em paz. Pois mesmo que aquela piranha consiga perdoar e você ainda tenha coragem de olhar para a cara dela depois disto tudo, sempre que ela olhar para seu peito, ela vai ver a minha marca. E sempre que você quiser comê-la, ela vai ver a minha barba por fazer entre suas coxas.