domingo, 29 de março de 2009

O jogo

O jogo

Arrasto-me pelo chão
Lambuzo-me na sujeira
Excito-me pelo cheiro
Do suco melado
Que sai de sua virilha
Tic

Suas pernas abertas
Velhas conhecidas minhas
Seus mamilos endurecidos
Dão-me boas vindas
Mas não reconheço seus olhos
Tic

Retiro a vestimenta de couro
Inebrio-me com meus odores
Minhas mãos abrem caminho
E invado seu templo puro
Com arremetidas animalescas
Tic

Seus membros sangram
Atados às correntes
Contorcendo-se de dor
Sufocando seus gritos de pavor
Na boca cheia de meus dedos
Tic

Rasgo seus seios com meus dentes
Risco suas nádegas com minhas unhas
Lambo seu rosto choroso
E inundo seu interior
Com meu leite profano
Tic

Você me ajudou a me esquecer
Do quão podre e vil sou
Mas no jogo da roleta de hoje
Foi sua vez de perder
Querida não-voluntária anônima
Bang

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