quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

The Broken Heart Lounge

The Broken Heart Lounge

I push the door, and the cold wind welcomes me. I'm entering into the Broken Heart Lounge. Here, pity is my eternal companion. I can have a drink with understanding, or play cards with self destruction. Nobody judges my teary face, as my fellow companions have one of their own. Mister waiter is my friend and listens to all my rambling stories and fills me up with alcohol and forget. Despair in a glass scratches my throat as I sallow my sorrows. Here in the Broken Heart Lounge I feel accepted. I can start putting my thoughts together as I drink copiously and throw up on my scattered hopes and dreams, and nobody feels disgusted as they are so busy minding their own damn miseries. The Broken Heart Lounge is the perfect place to get together and hang out while our exes have real fun out there with their new lovers. The couch is always cozy and warm, just waiting for you to lay on it, go to fetal position and wallow. In the Broken Heart Lounge there are plenty of other pathetic losers that will pretend to listen to your amazing stories while they wait for you to get the fucking out of their faces for them to die in peace. Come enjoy the outstanding game room, with all the stuff you'll need to punish and cut yourself for being so damn insignificant. The Broken Heart Lounge. I'll meet you there, as there's no one who has never checked it out for at least a little bit, and feel free to become a regular, because I know I'm already considered a local.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Esta noite

Esta noite

Vendas me cegam
Amarras unem meus pulsos
Sou guiado por quem mais confio para não sei onde
Dentro da sala úmida e quente
Mãos invadem meus recantos mais íntimos
Meus lábios são mordiscados selvagemente
Meu peito fustigado por unhas e chicotes
Minhas pernas servem como aperitivo para lacaios devotos
Meu pênis disputado como uma iguaria rara
Violentado por toda a madrugada
Convulsiono de prazer incontavelmente
Após horas anônimas
A voz a quem pertenço sussurra em meus ouvidos
Que agora estou pronto
Não sinto seus caninos perfurando minha aorta
O sangue vertente sacia a sede Daquilo que cri meu
Sou drenado até não ser mais que um amontoado de ossos e pele disforme
Como aqueles que me prepararam para este momento
Um dia
Belo e apaixonado
Dei tudo o que era para quem considerei minha completude
Esta noite
Descartado como apenas aquilo que fui para quem tanto amei
Mais uma refeição

Nó na garganta

Nó na garganta

Sinto a brisa do mar em meu rosto. O cheiro salgado queima as minhas narinas por dentro. As ondas avançam com a cheia, molhando meus pés roçando a areia. A sujeira acumulada enrosca entre meus dedos. Meus braços cansados se penduram como galhos quebrados. Meu corpo nu se violenta na maré crescente. Meus olhos secos encaram a lua cheia saboreando meu flagelo contínuo. Meus pulsos cortados mancham a água salgada. Meu pescoço quebrado queima com o balanço da corda. Meu peito perfurado incha e esvazia na inutilidade da respiração. Meu coração entorpecido por pílulas não bombeia. Minha alma para sempre presa neste corpo permeado pelo sangue profano de Caim. Herança imposta sem meu consentimento pela qual devo pagar infinitamente. E tudo que posso fazer é esperar pelo retorno de meu algoz. Meu eterno, belo e sádico algoz.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O olhar

O olhar

Entro no meu carro e o cheiro dos bancos de couro me excita. Ao colocar a chave na ignição, o radio geme aquela música que me deixa no clima. Abro as janelas, o ar gelado de São Paulo penetra meus pulmões. O ronco do motor possante anuncia que eu estou na noite. No celular, as mensagens me dizem qual é a balada quente de hoje, e é para onde vou. Na porta, meu nome VIP deixa todos reles mortais na fila com inveja. Eu entro e já domino o lugar. A melhor mesa é minha e todos meus amigos me esperam na pista de dança. Corpos quentes se esfregam em mim no compasso da música e bocas me beijam e sugam minha nuca. Neste mar de lascividade, eu encontro um olhar próximo ao bar. Me observando. Me devorando. Me convidando. Eu levanto a camiseta e causo secura e desejo. Enquanto engole o resto do Jack Daniel’s, me sinaliza com a cabeça meu próximo destino. Pegada forte. Aperto firme. Língua safada. Mão esperta. Começa a descer meu zíper, mas é aqui que nos separamos. O gosto do whiskey fica na minha boca e me deixa permanentemente teso enquanto me acabo junto ao DJ. Sou beijado inúmeras vezes, mas não me dou conta. Minha mente presa na música e naquele par de lábios anônimos. Meus amigos me avisam que está na hora de deixar meu parque de diversões particular. Enquanto pago a comanda, busco aquele rosto singular, mas tudo que vejo é insosso e borrado. A cor se esvai. A música acaba. E eu estou só. Lá fora, o sol se prepara para sair. Aqui dentro, eu estou sozinho e vazio. No estacionamento, encontro meu carro e aquele olhar com jaqueta e botão da calça aberto. A cor volta. A música recomeça. Entramos no meu carro e o cheiro dos bancos de couro nos excita. Nós sorrimos, pensando em todas as perversões que faremos quando finalmente estivermos entre quatro paredes e em cima do nosso palco de cetim. O ronco do motor possante anuncia que, para nós, a noite apenas começou.

domingo, 14 de dezembro de 2008

The pay back

Da série: Escrevi mas não postei. (07/12/08)

The payback

The crowd is surrounding me. I can't feel the air I'm breathing. People I do and don't recognize talk to me, but I'm simply unable to understand a single word. Their faces confuse me and trick me to trust them all. I stumble on their jokes and pity, and they laugh at my ingenuity, on my back, thinking that I can't see them. But the time for payback has arrived. I moved on. I don't need them anymore, and now it’s their time to rely on me and feel hopeless. I don't need you all. I'm better than all of you and I’ll be sure to tell every single one of you that mistreated me when I was weak and needy. My new persona is coming at full speed, and there is no way to stop me. Would you please get out of my way? Thank you and don't ever bother to even look at me. Don't see ya.

Pulsar

Da série: Escrevi mas não postei. (30/11/08)

Pulsar

Meu coração pulsa forte e constante, vibrando todo meu corpo a cada batida. Meus pelos se eriçam e um calafrio percorre minha espinha. Meus poros e veias se expandem. Minha garganta seca e minha respiração ofega. Hoje, assim como na noite anterior, e na noite antes dessa, nós estamos dando vazão a tanto amor que sentimos um pelo outro.

Get away

Da série: Escrevi mas não postei. (22/11/08)

Get away

I gotta get away
I gotta run away
Get the hell outta here
This is not my place anymore
Sair daqui
Mudar este ambiente
Tirar esse ar decadênte
Que permeia meus pulmões
Não quero mais
Não aguento mais
Me tira daqui
I've been taken hostage
I need air
I need to get to anywhere else
This is my goodbye
I'm getting the fuck outta here

sábado, 13 de dezembro de 2008

O show começou


O show começou
Eu aperto o play na minha música preferida e a noite começa. Jatos de água quente massageiam minhas costas enquanto o sabonete desliza safado pelo meu corpo, acariciando minha pele sensível. A toalha felpuda suga todas as gotas que insistem em se grudar a mim e eu me sinto quente. O hidratante penetra minhas curvas. A underware aperta meu sexo com volúpia e me sinto irresistível. A calça sobe obscenamente, confinando meu objeto de poder atrás do zíper. A camiseta se desenha em meus músculos cuidadosamente esculpidos, e se molda com perfeição, mostrando apenas aquilo que quero mostrar e insinuando aquilo que quero que desejem. Os óculos de sol e a jaqueta de couro adicionam o elemento perigo. A corrente de prata acessoriza a produção e o espelho me faz sentir gostoso. O hálito de menta e as gotas do perfume cítrico estrategicamente colocadas encerram a imagem de Homem. Desligo o rádio e pego as chaves do carro. O show apenas começou, a noite me aguarda.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Tudo é muito efêmero


Tudo é muito efêmero

Tudo é muito efêmero. Nós somos breves demais. Nosso corpo delicado não resiste a muita coisa. E nossa mente frágil se despedaça como a asa de uma borboleta. Mas eu aceito esta situação imposta por Deus. Pois não importa quantos séculos tenham passado. Quantas gerações tenham morrido. Quantas estrelas tenham entrado em nova. Eu sei que um dia eu te amei. E que você me amou. E que, em uma época longínqua, quando bípedes mamíferos povoavam as planícies do que fora conhecido como Planeta Terra, nós nos amamos, sem nos preocuparmos com bobagens como o futuro ou o destino. Apenas apreciando o fato de estarmos vivos juntos, gozando desta dádiva abençoada. Obrigado por existir, meu amor, e por fazer deste instante fugaz, algo eterno e tão belo.

sábado, 29 de novembro de 2008

Feelings

Feelings

I don't feel fine right now. I'm feeling lonely and empty. I really don't know what a feel but I am sad. I'm alone. I'm depressed. I want to cry so bad but the tears won't come, because of the years of holding them. I don't know if I'm even able to cry. I want it so much, but I can't do it, because I have been telling myself that I can't for so many years that I'm now incapable of changing it. I don't know if I am in love, or if I'm just feeling envious of that. All I know is that every time I see them, I get pissed. I don’t want to see them together ever again. But I don't know if I want him for me or not. I'm so angry. I'm so much better than him. Why can't I have that too? I'm so fine, and funny and smart. I know that I am interesting. But I'm alone. I need that for me. Desperately. I thought that I could hold that in me, but I can't anymore. I need to love and to be loved back. I need a warm body against mine when I am starting to fall asleep. I want to kiss shameless in front of everybody else. I want to fullfil all the dreams that I have been dreaming all my romantic life. I need to find my soulmate. Now.
 .
 .
 .
 .
 .
 .
 I'm feeling angry. I don't want anybody to feel happy around me. They can't do this to me. Rub their happy smiles of joy and pleasure all over my face. I hate all of them. I want them to feel just a little bit of the sorrow that I'm feeling right now. They're despicable. Die you bunch of crap! You don't deserve that! I do!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Noite de lua

Noite de lua

... e tudo que eu quero esta noite de lua cheia é você
Sentir seu corpo nu junto ao meu
Buscando a saciedade dos seus desejos
Em uma corrida desenfreada pelo prazer
Percorrendo minha persona com dedos safados
Manipulando nossos sexos despudoradamente
Lambendo meu umbigo e virilha
Mordendo meus lábios e mamilos
Usando nossas gotas de suor como lubrificante
Neste encontro de duas frentes incontroláveis
Se chocando
Se roçando
Se mastigando
Se violentando
Ganhando esta luta sem perdedores
Gozando rios de infinita luxúria
Manchando seu estômago e meu rosto
Nos lambuzando em nossa lascividade
Apenas para iniciar este ritual profano novamente
Este é meu singelo desejo para esta noite de lua cheia
Topa torná-lo realidade comigo?

domingo, 16 de novembro de 2008

Nua


Nua

Abrem-se as cortinas
A função vai começar
Todos tomam seus lugares ante o palco das ilusões
Copos tintilam às mesas e as luzes se enfraquecem
Ela está no palco
Seu corpo se move ao som da música
E a cada batida mais forte
Uma peça de seu vestuário é jogada à platéia sedenta
Seus seios delicados balançam rente ao chão
Enquanto esfrega a virilha no mastro de dança
Na platéia em alvoroço
Homens se tocam oferecendo dinheiro à prostitutas baratas
Levam-nas ao quarto e ejaculam precocemente
Pensando no corpo dela
O bar vende bebidas e corpos descartáveis
Enquanto ela ainda dança
Jogando o cabelo para trás e derramando cidra em seu torso
Lambendo seus mamilos e dedilhando sua vagina
Seus espectadores se agitam sujando chão e palco de sêmen
E enquanto ela se retira recolhendo as gorjetas
Ouve baixarias e propostas sujas
No camarim apodrecido
Pílulas calam suas lágrimas afogadas em conhaque puro
Assim é a vida dela
Todas as noites de todos os dias
Uma escolha errada a levou a um caminho sem destino
Mas ela não desiste e continua sem se queixar
Sozinha naquele prostíbulo
Fora do palco e à luz do dia ninguém sabe seu nome
Seu corpo está nu mas sua alma jamais é revelada
Mesmo que ninguém realmente se importe
Fecham as cortinas
Mas o ato não se encerra
Pois a vida continua
Segue ininterruptamente
Querendo-a ou não

sábado, 15 de novembro de 2008

Estou pronto

Estou pronto

Tenho vontade de me apaixonar
Ter finalmente um relacionamento físico
Render-me aos desejos carnais
Sentir minha pele sendo procurada
Por suas mãos curiosas
Meus pelos acariciados e banhados
Pelo nosso suor e sua língua
Seus dentes arranhando meus pontos sensíveis
Da minha orelha ao meu peito
Seu hálito quente e mentolado
Sussurrando deliciosas obscenidades
Arrepiando os pelos da minha nuca
Seus dedos nervosos e hesitantes
Percorrendo meus recantos intocados
Buscando todas as maneiras possíveis
De nos proporcionar prazeres incomensuráveis
Seus lábios mal roçando os meus
Levando-me à loucura da espera
Suas coxas fortes e definidas
Enlaçando-me e puxando-me para junto de ti
Seus dedos do pé arrepiando
A parte de trás e interna das minhas pernas
Nossas mãos entrelaçadas
Nossa respiração ofegante
Nossa garganta seca
Nossas cinturas se buscando
Nossos corpos convulsionando
Nossos sexos se tocando pela primeira vez
Enquanto me olha nos olhos com volúpia
Invadindo minha alma e meu templo
Com amor e palavras chulas
Com carinho e lascividade
Com consentimento e violência
Com paixão e prazer
Ver seu rosto fustigado pelos meus beijos
E seu corpo exausto e satisfeito
Descansando após nossa primeira interação física
Deixa-me teso e contente
Por enfim poder viver
O momento mais feliz e completo
De toda minha vida
É isto e mais coisas que não sei descrever
O que sempre desejei e nunca busquei
Mas agora
Finalmente
Depois de tanto tempo
Tenho a alegria de conseguir dizer
Que estou pronto para começar
.
.
.
.
.
.
.
Primeiro poema escrito no meu novo celular

domingo, 9 de novembro de 2008

Caminho

Caminho

Tenho fome
Mas me sinto bem
Estou cansado
Mas me sinto esperançoso
Estou exausto
Mas disposto
Estou triste
Mas choro com alegria
Estou mudando
Estou me tornando em algo que sempre quis
Transformando-me cada dia
Naquilo que sempre busquei
Meu ideal literário
Cada minuto
Cada desejo sufocado
Renunciado de bom grado
Pode parecer loucura
Não ter o apoio de ninguém
Mas é isso que eu quero
Estou me convertendo
Em mim mesmo
Pela primeira vez
Ainda falta muito
E sei que em algum momento
Irei fraquejar
Afinal
Nunca percorri este caminho antes
Mas o dia que chegar lá
Será o dia mais feliz da minha vida
.
.
.
.
Não vejo a hora!

sábado, 23 de agosto de 2008

The one moment

The one moment

That is my last chance for happiness
That is my last chance for life
That is my last chance
After so many years
So many missed opportunities
It's time to finally
Summon up all my guts
And say
The words I've rehearsed
Numberless times
For the very first time
"I love you. Kiss me."
And as I feel
Tong rubbing against mine
Air going out of my lungs
Tears smearing down my face
Hands looking for mine
My fingers get cold
And my eyes stop shining
I was able to say it
So lucky
Dying during your kiss
Ureshiidesune*?
.
.
.
.
.
.
* Que felicidade!

domingo, 10 de agosto de 2008

Blank canvas

Blank canvas

Estou em minha cama
O rádio toca minhas cantoras favoritas
Tentando me mostrar a resposta
Do que busco há tanto tempo
Meu corpo rejeita
Tudo o que como de forma violenta
Minha mente vegeta
Na minha tela de incertezas
Minha alma inveja
O que vejo como nunca imaginei
Eu não sei o que se passa comigo
Digo o que não devo
Abusando da minha ironia inerente
E ninguém nota
Ninguém percebe
Que eu não estou bem
Que eu não estou normal
Que eu não estou feliz
Meu corpo disforme cumpre seu papel
De palhaço eterno
Enquanto o que está dentro
Continua perdido nesta imensidão alva
Meus olhos pesam e ardem
Minhas costas travam e doem
Meus joelhos estalam e pulsam
Enquanto meu coração apenas bombeia
Continuamente
Ininterruptamente
Monotonamente
Sem saber por que
Apenas continuando
Alimentando a incerteza
O que acontece comigo?
Amor?
Paixão?
Desejo?
Ciúme?
Inveja?
Eu só saberei a resposta
No dia que terminar esta paisagem
Eu já tenho as tintas
Eu já conheço as técnicas
Eu já estou com o pincel em minhas mãos
Mas não tenho coragem para começar
Eu preciso de ajuda
Mesmo não querendo...

domingo, 20 de julho de 2008

Tango

Tango

I walk into the dancefloor
I feel the beat of the music
Moving with my body and soul
I feel my costume against my body
And I see you standing there
On the other side of the stage
All the characters are ready
To get into play
I remember all our previous encounters
Countless nights of pleasure and sweat
I want you
I miss you
Waltzing into my life
Stepping on my fears and disillusions
I miss your hand on my lower back
And your tight grip
Leading me through the wildness
As my toes slide across the floor
You having your way with me
Like no one else was watching
I miss your arrogant face
Trying to hide all the tension
That you can't hold within your body
Feeling the heat of your thighs
While they slightly rub against mine
Touching me
Caressing me
Teasing me
Edging me
Taking me to the point of no return
Your firm steps
That's what I want to follow
Into your arms
That's where I want to go
In your breath
That's the place I want to be
I need you so bad
My other part
My lover
My partner
How I long to join you
In the tango of life
"Shall we dance?"
"Let’s shall!"

terça-feira, 10 de junho de 2008

The last day on Earth

The last day on Earth

The lights are going off
The air is getting thicker
The animals are getting uneasy
And the hair on the back of your neck is standing up
Welcome
To The Last Day On Earth
What are you going to do?
This is your last chance for everything
Maybe you should confess your feelings to that person
even if he is not that into you
and kissing him wouldn't be such a good idea
It doesn't matter anymore
Because retaliation won't arrive in time
Today is your chance to finally eat what you want
without being guilty about your weight
because the gym is not necessary anymore
Don't pay the phone bill
Spend your money buying that stupidly expensive car
and drive to that magical place
Don't pay attention to the others on your way
Today is everyone for themselves
and you need to save yourself the best seat
because the show is about to commence
People are finally being themselves
Your chaste neighbor is fucking a stranger on the sidewalk
That friend of yours is smoking all the pot he could get
And even your religious grandmother you thought would be praying
is drying up the liquor house
Don't feel pity for the ones locked inside churches
it's just the way they chose to enjoy the party
Feel lucky over the ones killing themselves
because this is a VIP function
and you are on the front row
The prisons opened their doors and all the assassins want to do
is have a beer and find someone to hook up
And while people tend to their own desires
You are here
Finally reading the last chapter of that book you've always left for tomorrow
Sipping your cold drink
Hey, here it comes
The apotheosis of this presentation
Watch the amazing fireworks
the seas steaming up
the winds devastating all around
the ground shaking and swallowing up everything
That's the good stuff
If you have any complaints
feel free to keep them to yourself
as there won't be anyone around to listen to them
Last toast over this
We hope you enjoyed the show
because it was made by you and just for you

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Doubt

Doubt

Do I love you or not?
Do I want you as a lover?
Do I care for you as a friend?
Do I envy you for your achievements?
Do I pity you for you lack of guts?
Do I miss you as a confident?
Do I consider you as someone important?
Do I need you by my side?
Even not wanting to
I need some time to deliberate

terça-feira, 27 de maio de 2008

Hands

Hands

I look at your hands
Strong and powerful
Your long and defined fingers
And your extended palms
With such a beautiful curve
And your nails
Always perfectly done
And that tattoo on your left wrist
Telling your biggest secret
Written in Japanese
That short and soft hair
At the back of it
That I love to feel on me
And that alluring ring
That marked our past and future
Shining and glittering and sparkling
Hard as diamond
Your hands
I feel them against my neck
As you strangle me
During our final intercourse
And as I come for the last time
I give away all I ever was
To my eternal beloved one

domingo, 18 de maio de 2008

Locomotiva

Locomotiva


Triste
Com frio

Não pude suportar mais
Aquele lugar infernal
Anos de abuso e terror
Apenas o ódio para me aquecer
Como tapas na face
Fustigada pelo vento
E geada da indiferença
Minhas rugas de 17 anos
Sangrando de fome e sede
Fugi

A rua acolhedora
Proveu-me do que precisei
Roupa usada e comida descartada
Pelo tempo suficiente
Para juntar o dinheiro necessário
Vendendo apenas aquilo
Que tinha para oferecer
Um último cliente
Banhei-me do sangue e sujeira
Comprei a passagem
Segui

Vagão vazio
Tantas cidades passam pela janela
Nenhuma aconchegante o suficiente
Ninguém que me alente
Porém as montanhas brancas da paisagem
Mostram-me o que nunca enxerguei
Que minha felicidade não está em um lugar
Mas no meu movimento contínuo
Por isso sigo neste trem
Que corre as montanhas nevadas
Centenas de anos depois
Continuo

Não só
Pois a neve me acompanha
Não triste
Pois o pavor dos vivos me alegra
Não com frio
Pois o carvão etéreo da fornalha me aquece

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Encontrei-me com meu amado

Encontrei-me com meu amado

Lamento-me não ter-me encontrado com meu amado
Quando tinha amor esperança fé
Tudo teria sido mais perfeito melhor
Agora vivo no vazio desamparo desalento
Minha alma oca pobre
Afunda constantemente
Na lama da desilusão

Neste dia encontrei-me com meu amado
Mas não pude vê-lo
Pois meus olhos estão presos à auto-piedade
E meu amado não pode ver-me
Pois meu corpo está escondido pela depressão
Seguiu com passadas largas
Continuando sua busca incessante por mim
E ao fazê-lo
Esmagou-me a cabeça com seus pés firmes
Limpando os dejetos cinza na calçada
Mero obstáculo da longa jornada
Para sempre perdido
Dentro de minha própria Creta
Prisioneiro de meu minotauro pessoal

Finalmente encontrei-me com meu amado
Apenas para perdê-lo para o sempre
Sangro lágrimas doloridas
Que queimam meu peito exposto
Em meu sonho fantasia realidade
Isolado no centro desta ilha labirinto
Mas jamais só
Pois eternamente terei comigo
A memória daquele dia em que
Por intermináveis segundos
Encontrei-me com meu amado

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Som

Som

Eu ouço o lençol roçando nas suas pernas
Enquanto você sai da cama
A bela imagem da sua nudez
Deixando o cetim branco
Me entristece
O guincho da torneira corta meu estômago
E as gotas da água retumbam na minha cabeça
Que gira e aperta e esmaga
O sabonete deslizando em sua pele
A toalha lambendo seu corpo
O perfume banhando sua nuca
Cantam harmonicamente
Em uma orquestra demoníaca
Seus cabelos molhados chicoteiam
O ar que me dilacera
O jeans aperta seu quadril e pélvis
E aquela camiseta que dei
Se modela em seu peito perfeito
As roupas jogadas na mala
Se estapeiam por um pouco de espaço
Amarradas e jogadas nas suas costas
O tilintar das chaves abre
Engrenagens mortas em mim
Minha nudez manchada
Rasga o cetim branco
E nos encaramos frente à porta
Estico meu braço
Eu sem som
Você sem som
Que segura minha mão
Segundos
Horas
Vidas
Nada dura
Enquanto a porta bate às suas costas
As lágrimas brotam de meus olhos
Meus joelhos espancam o chão
E pela primeira vez
Grito
Berro
Histericamente
Até sentir o gosto do sangue
Escorrendo pela minha garganta desvirginada
Mas já é tarde demais
Pois nada mais será ouvido
Nunca
Jamais

domingo, 13 de abril de 2008

Por que dói tanto?

Da série: Velho mas nem tanto (05/06)

Por que dói tanto?

Por que dói tanto?
Essa dor que me enche a boca do estômago
Tudo o que eu quero é vomitar
Mas eu sei que vai continuar doendo
Essa dor que está presa em cada célula minha
Essa dor que forma as minhas lágrimas
Essa dor que aperta a minha garganta até arranhar
Por que dói tanto assim?

Por que a gente tem que se separar?
Por que tudo não pode ficar do jeito que está?
O que a gente fez pra merecer algo tão cruel?
Eu só quero sentir a sua mão na minha
Eu só quero ver mais um pôr do sol com você
Eu só quero ouvir mais uma música com você
Eu só quero passear entre as árvores mais uma vez
Por que dói tanto?

Por que tem que acabar?
Por que tudo tem fim?
Eu não quero
Eu não quero...
Porque eu sei que aqui no fundo
Você ainda vai ficar dentro de mim
Mesmo quando eu esquecer seu rosto e seu nome
E eu não quero fazer isso
Por favor, não deixa isso acontecer
Por favor...
Faz a dor parar...
Por favor...

Por que eu tenho que dizer adeus?
Eu não quero dizer adeus
Por favor, não diz adeus
Eu imploro, não diz adeus
PELO AMOR DE DEUS!!!
NÃO DIZ ADEUS!!!
Por favor...
Deus!
Por que dói tanto?

Por que eu tenho que aceitar isso?
Eu não quero ficar feliz por você
Eu não quero desejar o seu bem
Eu não quero que você tenha êxito
Eu não quero que você tenha uma vida
E eu não quero que você queria que eu aceite isso
Por que eu aceitaria isso?
Dói tanto...

Por que eu continuaria sem você?
Por que eu estudaria todo dia?
Por que eu sairia com meus amigos?
Por que eu viajaria para aquele lugar especial?
Por que eu comeria minhas refeições?
Por quê?
Nada faria sentido
Porque sem você
A dor não vai me deixar fazer nada

Por que eu tenho que esquecer?
Por que eu não posso te manter aqui comigo
No vazio do meu peito destroçado?
Por que você escapa de mim
Por cada fresta da minha alma?
Por que eu não consigo te manter entre minhas mãos frágeis?
Dói tanto cada vez que eu tento
Porque eu sei que não vou conseguir te segurar
E quanto mais você se esvai de mim
A dor cresce e aumenta e toma conta
Por que dói tanto?

Por que eu deveria me importar com isso?
Não há nada que eu possa fazer pra parar
Eu não tenho força suficiente pra evitar
Nem minhas preces nem minhas súplicas servem
Por que eu tenho que doer tanto?
Por que eu tenho que morrer tanto?
Por que eu tenho que viver tanto?

Por que eu estou aqui?
A dor não me deixa lembrar
Essa dor que aperta a boca do meu estômago
E me dá vontade de vomitar
Eu não lembro porque dói
E cada vez que tento
Dói mais
Dói muito
Dói tanto
E eu não lembro por quê...

Por que dói tanto?
Alguém...
Por favor...
Me ajuda...
Tá doendo...
Por favor...
Dói tanto...
...
.
.
.
.
"Although time will pass and the day when everything will become a mere memory will come, I was there, you were there, everyone was there, looking for only one thing under those miraculous days. No matter when, it feels sweet and painful at the same time. It will remain in that distant place in my heart. Always feels nostalgic, always turning".

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Teia

Da série: Do fundo do baú (03/02)

Teia

Respiro
Mas estou preso
Amarrado
Envolto em ceda viva

É macio
Delicado e suave
Mas ao mesmo tempo
É forte e consistente

Brilha
Cintila
Tem um odor suave
Sinto-me flutuar em puro mel
E algodão-doce

O vento vem em meu auxílio
Mas não adianta
É muito resistente

Então
Ouço um som se aproximando
Sinto a sede por sangue
E a fome por carne

Sua picada é dolorida
Decepa minha perna
Sinto o sangue verter

É tão quente
Que me entrego

Morro.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Please

Da série: Do fundo do baú (10/04)

Please

I’m here, standing alone in the dark night
I need warmth
I need light
I need love
I need someone who can take me away from Earth
To our moon of pleasure
I’m uneasy
I can’t wait anymore
I’m burning inside
Let’s shiteru, kudasai
Touch me
Kiss me
Please me
I’m here, anticipating for love
And this wait is killing me
Come, and turn me on
Please, do it to me
Because I need you this dark night
And all the other ones too
Please, come into me
I’m here, standing alone
Only waiting for you

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Quero escrever um poema de amor

Da série: Velho mas não tanto (03/07)

Quero escrever um poema de amor

Quero escrever um poema de amor
Algo inspirador e profundo
Um suspiro dentro da tormenta
Um grito de candura e amor
O texto que todos irão comentar
E aplaudir pela genialidade

Portanto, devo repetir padrões
Um soneto me tornaria pedante
Assíndetos e metonímias perfeitas
Com 100 versos de rimas intercaladas
Todas pobres travestidas
E sem sentido real

Um poema concreto teria valor
Num mundo organogramico e lógico
Serei o coração, serei a flecha
Ou o tapa na cara do tarado safado?
Serei a palavra amor de ponta cabeça
Pulando do abismo literário

Mas antes de tudo isso
Serei a imagem literária petrificada
Amor, flor, dor, pavor, ardor
O velho poeta lusitano à margem do rio
O espectador passivo da pobreza humana
Que finge repúdio e falsa anarquia

Serei o amontoado de palavras chulas
Que chocarão os mais pudicos
A coleção de imagens artísticas
Sem concatenação entre si
E para escrever a ode à Atena pagã
Tomo da pena esferográfica

E enquanto me ocupo com isso
Me esqueço que o papel não importa
Que a poesia não está nas palavras bonitas
Nas construções rebuscadas
Nem no ego agigantado
De quem se diz poeta

Cada sorriso seu é um soneto
Seu corpo é decassílabo e rimado
Seu sexo é concretamente abstrato
E é disso que quero me alimentar
Que o mundo da poesia fiquei aos hipócritas
Vou partir para algo mais poético

Pois quero viver um grande amor!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Talvez

Da série: Do fundo do baú (10/05)

Talvez


Talvez
A felicidade não seja para mim
Talvez
O amor não seja algo real
Talvez
Eu não passe de algo fugaz
Um corpo disforme
Uma mente perturbada
Um coração quebrado
Cada vez que vejo seus olhos
São repulsa e pena
O que eles mostram
Meu peito derrama
O liquido frio que um dia
Aqueceu minha vida

Uma casca partida
Sem valor
Um núcleo derramando
Sem valor
Uma promessa de vida
Sem valor
Restos de mim
Sucatas de um homem
Dejetos de uma vida
Você me despreza
Sente nojo de mim
E me ignora
E então eu não faço nada
Apenas arranco outro braço
E arrasto meu rosto na sarjeta
Não peço ajuda
Nunca o fiz
Pois não mereço
Recolho meus farrapos
E me enterro na vala
Para não incomodar

Continuo minha vida
Não sou eu
Caminho novamente
Não sou eu
Preocupo-me com a aparência
Não sou eu
Simulacro de mim mesmo
Ligado no automático
Para agradar a sociedade
Casca vazia
De centro podre
Mas escondido

Você nunca vai descobrir
Só tarde demais
Nunca me notou e nem vai
Só tarde
Para que possa perecer
Só...