Da série: Do fundo do baú (10/05)
Talvez
Talvez
A felicidade não seja para mim
Talvez
O amor não seja algo real
Talvez
Eu não passe de algo fugaz
Um corpo disforme
Uma mente perturbada
Um coração quebrado
Cada vez que vejo seus olhos
São repulsa e pena
O que eles mostram
Meu peito derrama
O liquido frio que um dia
Aqueceu minha vida
Uma casca partida
Sem valor
Um núcleo derramando
Sem valor
Uma promessa de vida
Sem valor
Restos de mim
Sucatas de um homem
Dejetos de uma vida
Você me despreza
Sente nojo de mim
E me ignora
E então eu não faço nada
Apenas arranco outro braço
E arrasto meu rosto na sarjeta
Não peço ajuda
Nunca o fiz
Pois não mereço
Recolho meus farrapos
E me enterro na vala
Para não incomodar
Continuo minha vida
Não sou eu
Caminho novamente
Não sou eu
Preocupo-me com a aparência
Não sou eu
Simulacro de mim mesmo
Ligado no automático
Para agradar a sociedade
Casca vazia
De centro podre
Mas escondido
Você nunca vai descobrir
Só tarde demais
Nunca me notou e nem vai
Só tarde
Para que possa perecer
Só...
sábado, 12 de janeiro de 2008
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